segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Hackers do Anonymous fazem ataques contra bancos brasileiros ; Itaú é a primeira 'vítima'

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Hackers do Anonymous fazem ataques contra bancos brasileiros ; Itaú é a primeira 'vítima'O grupo hacker Anonymous anunciou nesta segunda-feira (30) que fará uma série de ataques contra os sites dos bancos brasileiros durante a semana.

Segundo o grupo, a chamada operação #OpWeeksPayment vai tirar do ar, em cada dia da semana, a página de uma instituição financeira por 12 horas. Os hackers afirmam que trata-se de um protesto contra a desigualdade social no país. A semana foi escolhida por concentrar as datas de pagamento.

O Itaú Unibanco foi o primeiro alvo. O site do banco ficou indisponível durante alguns momentos nesta segunda, mas estava no ar no meio desta tarde.

“É importante lembrar que todos os demais canais eletrônicos estavam disponíveis para as operações dos clientes”, afirmou, em nota, o Itaú Unibanco.

A página do banco já havia sido atacada pelo grupo no dia 23 de janeiro. O Anonymous ameaça tirar do ar os endereços de outros bancos durante a semana.




Da Redação com o globo

Confusão grande: VEJA VÍDEO que mostra Rita Lee xingando policiais em show

Confusão grande: VEJA VÍDEO que mostra Rita Lee xingando policiais em show

A cantora Rita Lee foi indiciada por desacato à autoridade após prestar depoimento e ser liberada pela polícia. De acordo com informações, Rita deverá prestar serviços comunitários.

Ela se apresentava no Festival de Verão de Sergipe, em Aracaju, e se irritou com a presença de policiais militares na plateia.

O show marcava a despedida da cantora dos palcos.

Veja o vídeo:





Da Redação com band news

Veja foto: Médicos descobrem feto de 25 cm no abdômen de menino de três anos

Médicos descobrem feto de 25 cm no abdômen de menino de três anos no Peru
Médicos no Peru diagnosticaram que um menino que três anos de idade tem um “gêmeo parasita no estômago”. Isbac Pacunda chegou ao hospital com fortes dores no abdômen. Depois dos exames, os especialistas detectaram que ele tinha um feto de 25 centímetros. Isbac será submetido a uma cirurgia para retirar o gêmeo nesta segunda-feira.

“Esses casos ocorrem em uma a cada 500 mil crianças nascidas vivas”, explicou o pediatra cirurgião Carlos Astocondor, que vai liderar a operação de Isbac. Outros 12 médicos vão participar do procedimento.

Segundo Astocondor, o feto não tem cérebro, coração, pulmões ou intestinos. “Mas detectamos que possui couro cabeludo no crânio, olhos, ossos dos membros superiores e inferiores, das mãos e dos pés”, disse o médico. De acordo com o especialista, esses casos são chamados de “Fetus in fetu” e ocorrem antes mesmo da formação do embrião.

O pai de Isbac, o agricultor Leonidas Pacunda, disse que o menino sentia dores com frequência, mas os médicos nunca detectaram nada. “Eles haviam me dito que eu teria gêmeos, mas isso nunca ocorreu”, lembra o pai. A família vive na pequena cidade de Ajachin, a 375 quilômetros de Chiclayo, cidade onde será realizada a operação.





Da Redação com Extra

‘BBB 12’: amiga de Mayara, atriz pornô promete ficar nua em twitcam para angariar votos

‘BBB 12’: amiga de Mayara, atriz pornô promete ficar nua em twitcam para angariar votos“Vale tudo pela amizade!”. Essas são as palavras de Bruninha Vieira, atriz pornô e amiga de Mayara, emparedada da vez no “Big Brother Brasil 12”. A loura, que já participou de filmes produzidos pela sister, vai fazer uma twitcam na noite desta segunda-feira para angariar votos contra Fael.

— Vou fazer umas coisas para surpreender a galera. E uma dessas coisas é tirar a roupa — promete Bruninha: — Conforme o número de pessoas for aumentando, eu vou interagindo com os internautas.

Bruninha, que vem ao Rio para o paredão de Mayara junto com outros amigos, vai começar a twitcam junto com o programa desta noite na Globo, por volta das 22h20 (para conferir, é só acompanhar o twitter da moça, @bruninha_xxx).

— Se Fael sair, prometo convidá-lo para uma próxima twitcam... — conta Bruninha.

O pessoal da XPlastic, produtora de filmes pornôs onde Mayara trabalha em São Paulo, garante no Twitter:

“A @Bruninha_xxx vai fazer uma twitcam explícita com o Fael se ele sair amanhã!”.




Da Redação com Extra

PMJP lança edital do concurso da Guarda Municipal com 250 vagas; salário é de R$ 1,4 mil

PMJP lança edital do concurso da Guarda Municipal com 250 vagas; salário é de R$ 1,4 milA Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através da Secretaria de Administração (Sead), divulgou nesta segunda-feira (30) o edital de abertura de inscrições para o concurso público da Guarda Civil Municipal. São oferecidas 250 vagas e a remuneração é de R$ 1.400,00 (vencimento e gratificação de atividade de risco). As inscrições podem ser feitas a partir desta quarta-feira (1º de fevereiro) até o dia 4 de março. A prova objetiva será aplicada no dia 25 de março. A taxa de inscrição custa R$ 65.

A empresa responsável pela realização da prova é o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). O concurso será constituído de duas etapas, sendo a primeira uma prova teórica, com caráter eliminatório e classificatório, para avaliar os conhecimentos intelectuais e, com caráter eliminatório, exames médicos, testes físicos e avaliação psicológica. A segunda fase será o curso de Formação, com caráter eliminatório e classificatório. O prazo de validade do Concurso será de dois anos, contados a partir da data da homologação do resultado final, podendo, a critério da administração pública municipal, ser prorrogado uma vez por igual período.

"A prefeitura municipal continua com a política de qualificação e valorização do servidor e, por isso, realiza mais um concurso, desta vez para o preenchimento das vagas na Guarda Civil Municipal. Após a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da categoria, aprovado no último mês de outubro, estamos agora podendo abrir as inscrições para este concurso. Ao longo de 2011 e neste início de ano já convocamos todos os aprovados no concurso da Saúde, realizado em 2010”, afirmou a secretária de Administração, Laura Farias.

Entre as atribuições do cargo estão a atuação em atividades de natureza policial, envolvendo a execução e controle operacional inerentes ao cargo, fiscalização, patrulhamento e policiamento ostensivo, atendimento e socorro às vítimas de acidentes; atuar com força complementar dos órgãos e entidades da Administração Municipal, em instalações internas, equipamentos urbanos, monumentos, vias públicas, parques, jardins, praças e áreas de proteção ambiental. A jornada de trabalho é composta por 12 horas de trabalho e 36 horas de folga, diurno e/ ou noturno.

Em razão da natureza, peculiaridades e características do cargo, não haverá reserva de vagas para portadores de necessidades especiais. Todas as informações e o edital estão disponíveis no site da prefeitura (www.joaopessoa.pb.gov.br) e no site www.esppconcursos.com.br. O edital será publicado ainda no Semanário Oficial da PMJP.

Requisitos – As vagas foram distribuídas da seguinte forma: 175 para homens e 75 para mulheres. Os requisitos para se inscrever são: ser brasileiro nato ou naturalizado; ter idade mínima de 18 anos e máxima de 45; ter, no mínimo 1,65m de altura, para homem e 1,55m, para mulher; estar em dia com o serviço militar (homens); ter carteira de habilitação, categoria 'B'; não possuir antecedentes criminais; estar em dia com as obrigações eleitorais e no gozo dos direitos políticos; ter reputação ilibada comprovada, mediante documentação e possuir certificado de conclusão de curso de nível médio fornecida por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação.


Isenção – De acordo com o disposto na Lei Municipal 1.650 de 6 de fevereiro de 2007, estão isentos do pagamento da taxa de inscrição, os doadores de sangue e de medula óssea que, preenchendo as condições estabelecidas no edital, preencham o requerimento de solicitação da isenção, com a comprovação de que é um doador através de documento e enviar ou entregar o formulário de solicitação, para o IBFC. A relação dos pedidos deferidos será divulgada até o dia 17 de fevereiro no site do Instituto (www.ibfc.org.br).

Provas – A prova teórica consiste de questões de português, matemática, informática, conhecimentos gerais, sociologia, atualidade e noções básicas de direito. Os locais de aplicação das provas serão publicados no Semanário Oficial do Município de João Pessoa e divulgados na internet até o dia 19 de março. As provas serão realizadas na Capital.

Para a realização do exame médico, serão convocados os candidatos classificados na Prova Objetiva, na quantidade de duas vezes o número de vagas. O exame tem o objetivo de avaliar a condição geral de saúde física dos candidatos, compreendendo os seguintes exames: radiografia de tórax; glicose; uréia; creatinina; hemograma completo; VDRL; EAS; EPF; exame ginecológico e mamas; audiometria; exame clínico odontológico e ECG e PSA (para candidatos a partir dos 40 anos).

A prova de capacidade física não será de caráter eliminatório e terá o candidato a condição de apto ou inapto. Como não será atribuída nota ao candidato, ficará mantida a classificação para os candidatos aptos de acordo com a prova objetiva. A prova é consiste em quatro testes: corrida de 50 metros, corrida de 12 minutos, exercício de barra e abdominal. Os considerados aptos seguem para a prova de Avaliação Psicológica.





Da Redação com Secom-JP

Atriz pornô esconde lucro e é obrigada a devolver 45 mil reais

Atriz pornô esconde lucro e é obrigada a devolver 45 mil reaisUma atriz pornô britânica terá de devolver mais de 16 mil libras (cerca de 45 mil reais) ao governo do Reino Unido. Ela recebeu indevidamente essa grana como benefícios, dizendo estar desempregada, durante 18 meses entre os anos de 2009 e 2011. Porém, a falcatrua da loura foi descoberta pelo Departamento do Trabalho e Pensões.

Kirsty Summers, de 23 anos, revelou que não declarou sua renda acumulada neste período com os trabalhos que fazia para uma TV paga e sites adultos.

Segundo ela, um amigo a convenceu de que não era necessário declarar porque trabalhava menos de 16 horas por semana.

Ela cuida de dois filhos sozinha e assumiu a culpa diante do tribunal. O barato de Kirsty saiu caro e ela terá de devolver 500 libras por mês, cerca de 1.400 reais, em 33 parcelas.

De acordo com reportagem do site SWNS, o advogado de defesa da atriz, Ray Peters, disse que ela passava por dificuldades financeiras quando recebeu os benefícios.

Kirsty voltará ao tribunal no dia 17 de fevereiro.




Da Redação com Meia Hora

Delegado diz que redução de horas extras prejudica atendimento e Polícia Civil pode entrar em greve

Delegado diz que redução de horas extras prejudica atendimento e Polícia Civil pode entrar em greveO presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraíba (Adepdel), Cláudio Lameirão. Ele reclamou da redução de horas extras para a Polícia Civil e afirmou que cidades do interior serão as mais prejudicadas, pois as delegacias vão parar de funcionar 24h por dia. O delegado garantiu que se a situação não for resolvida a categoria pode deflagrar greve.

Lameirão reclamou da redução de horas extras e garantiu que os policiais não vão ‘trabalhar de graça’, alegando que pela falta de efetivo, principalmente no interior do Estado não dando condições de manter as delegacias abertas 24h por dia, sete dias por semana.

O delegado explicou que até 2009 qualquer atividade extra não era paga aos policiais civis e que as jornadas de trabalho eram ‘extraordinárias’. Segundo Lameirão, após 2009 foi aprovada uma lei que regulamentava a obrigação do pagamento de hora extra.

De acordo com o presidente da Adepdel, o efetivo só consegue manter as delegacias funcionando 24h devido a venda das folgas dos delegados. Ele explicou que o problema se agravou devido às sucessivas reduções de horas extras dos policiais. “Inicialmente tínhamos 172 h/ mês, depois foi reduzido para 160h/ mês e agora 150h/mês”, explica.

Lameirão destacou que o problema se agrava no interior, onde as delegacias são impossibilitadas de funcionar em tempo integral, pois mesmo os policiais vendendo suas folgas, não há efetivos suficiente devido à hora extra ter sido reduzida. “Já houve prejuízo no final de semana em Itaporanga e Catolé do Rocha, onde os policiais já havia estourado suas horas extras, todos queriam vender suas folgas, mas trabalhar de graça, não”, diz. O delegado reclamou ainda que só foi reduzida a carga da Polícia Civil e a decisão não se estendeu à Polícia Militar.

O delegado informou que até quinta-feira (2) será marcada uma Assembleia com a categoria e garantiu que se não houver acordo, os Policiais Civis, vão deliberar um movimento grevista. “Não vamos abrir mão dos nossos direitos”, conclui.





Da Redação com Marília Domingues

Dois homens assaltam agência dos Correios em Emas, fazem 2 reféns e na fuga abrem caminho a bala

Dois homens assaltam agência dos Correios em Emas, fazem 2 reféns e na fuga abrem caminho a balaA agência dos Correios da cidade de Emas, na região do sertão, foi assaltada por volta das duas e meia da tarde desta segunda-feira (dia 30), por dois homens que estavam em uma moto de cor preta.

Eles invadiram a agência armados de revolveres e anunciaram o assalto e fizeram dois reféns: um funcionário dos Correios e o filho do empresário da cidade, identificado por Júnior.

Na saída da agência, os assaltantes renderam o motorista de um ônibus, que faz viagens para Brasília e obrigaram ele a levá-los a uma estrada vicinal que dá acesso ao sítio Jardins, município de Emas. O ônibus estava lotado, mas ninguém ficou ferido.

Os assaltantes liberaram os reféns e depois fugiram. A Polícia foi acionada e está fazendo diligências na região. A quantia levada dos Correios ainda não foi revelada.

Depoimentos

A senhora Maria de Fátima disse que toda a população da cidade ficou assustada, pois os assaltantes efetuaram vários disparos e o senhor Severino da Silva revelou que muitos curiosos foram até o Sítio Jardins para acompanhar de perto a ação da polícia.




Da Redação com diário do sertão

Internações por uso de drogas crescem 600% na PB; quatro cidades lideram tráfico no Estado

Internações por uso de drogas crescem 600% na PB; quatro cidades lideram tráfico no EstadoJoão Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa têm hoje pelo menos 25 áreas que concentram o tráfico e o consumo de drogas. Uma delas, localizada na parte baixa do Varadouro, na Capital, já é denominada a ‘Cracolândia paraibana'. O avanço da criminalidade no município se reflete em estatísticas: somente no complexo psiquiátrico particular Casa de Saúde São Pedro, que atende pelo SUS e tem o maior número de leitos no Estado, houve um aumento de 600% no número de internações de usuários de drogas, em 10 anos (de 2001 a 2011). Cerca de 80% dos internos por drogas ilícitas que chegam a esse local são dependentes de crack. A chamada "pedra da morte" rende aos traficantes até 500% em lucros, segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes de João Pessoa.

Por outro lado, as políticas públicas ainda caminham a passos lentos e oferecem poucas alternativas à população do Estado, onde existe circulação de crack em 81% das cidades pesquisadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Porém, para Marcelo Ribeiro de Araújo, especialista em dependência química e pesquisador principal do Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Drogas (INPAD), de nada valerão investimentos em saúde, se não houver um combate ao tráfico de drogas no campo da segurança pública.

"Ambas as perspectivas devem atuar de maneira integrada. O trafico sempre existiu e sempre vai existir. O que deve ser feito é dificultar mais a vida dos traficantes, que está muito fácil, mas também oferecer opções de tratamento aos usuários, com acompanhamento médico e oportunidades de inserção social. Caso contrário, só eles que vão sair prejudicados, porque, com menos oferta, as drogas vão ficar cada vez mais caras, e os dependentes vão fazer tudo para consegui-la", disse.

Nesse sentido, segundo Marcelo Ribeiro, as ações devem ser contínuas para barrar a epidemia do crack. Primeiro, devem começar pela infraestrutura dos locais, como limpeza e iluminação. Depois, menciona ele, deve haver a presença ostensiva da polícia, para que determinados locais não se transformem no que chamou de "terra de ninguém", a exemplo da Cracolândia paulistana, desmontada no começo deste mês, local onde se concentrava o tráfico naquela cidade. Por fim, apontou que é necessário que haja estrutura para atender à demanda, antes de realizar esse tipo de operações.

"Da maneira como as coisas foram feitas aqui, em São Paulo, na invasão à Cracolândia, pouco aconteceu. Os usuários simplesmente se dispersaram. A estimativa era de que havia de 400 a 600 moradores fixos naquele local, fora a população flutuante, que elevava esse número para dois mil, diariamente. Mas, para se ter uma ideia, só se internaram, salvo engano, 60 pessoas. Uma ação que atingiu 10% da população fixa e menos de 5% da geral, isso não foi nada", resumiu.

Pesquisa: 81% das cidades têm crack

Pelo menos 81% dos municípios da Paraíba têm registros de crack. Foi o que revelou um estudo divulgado, em novembro passado, pelo Observatório do Crack, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A pesquisa mostra que, entre 164 cidades paraibanas pesquisadas, 133 possuíam circulação da droga. Cabedelo, Itabaiana, Pilar, Ingá, Santa Luzia, Patos, Sousa e Itaporanga estão entre os que apresentam alto nível de consumo do entorpecente. Já João Pessoa, Santa Rita, Campina Grande, Soledade, Picuí, Uiraúna e Cajazeiras estão no nível considerado médio.

O que as estatísticas policiais mostram, no entanto, é que as drogas já existem em todos os municípios. Apesar do domínio da droga em cidades de todas as regiões do Estado, não há atendimento especializado para toda a Paraíba. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), existem 71 Centros de Assistência Psicossocial (CAPS), sendo apenas oito com foco em álcool e drogas, nas cidades de Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Guarabira, Patos, Piancó, Sapé e Sousa, e somente outros dois com capacidade de internação e atendimento 24h, ambos localizados em João Pessoa.

Destes, só um (situado no bairro da Torre) tem autorização para receber pacientes de todo o Estado. Entretanto, sua capacidade máxima é de apenas 14 leitos, sendo 12 para homens e dois para mulheres. Na Capital, aliás, é onde está o Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, que possui uma ala com 16 leitos para dependentes químicos.

Patos tem cracolândia ‘Brega'

Em Patos, no Sertão do Estado, os bairros São Sebastião e Jatobá são apontados pela Polícia Civil como as áreas que concentram o maior número de incidências de casos de apreensão e tráfico de drogas. O delegado de entorpecentes, Hugo Pereira Lucena, informou que o local conhecido como ‘Brega', situado entre os bairros Jardim Queiroz e Centro da cidade, funciona como a ‘cracolândia' da cidade. O Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) do município fez o registro de 254 usuários nos últimos seis meses, sendo 185 homens e 69 mulheres. Segundo a direção do local, a maioria das pessoas atendidas são usuárias de crack.

No último dia 16 de janeiro, a polícia realizou uma ação onde foram apreendidos seis quilos de droga, sendo cinco quilos somente de pasta-base para a confecção de crack. O caso foi registrado no dia 16 de janeiro e todo o material estava com duas adolescentes. "Aqui é rota de tráfico, a droga vem de Estados fronteiriços e da própria Paraíba, já que a cidade é cortada pela BR-230, que liga as cidades do Sertão até a Capital. Na cidade, o tráfico está concentrado na periferia", informou o delegado Hugo Pereira Lucena.

O Conselho Tutelar da cidade informou que o atendimento direcionado a crianças e adolescentes envolvidas com drogas, especialmente o crack, também vem aumentando. "Os focos são sempre as periferias. Bairros do ‘Mutirão' e Alto da Tubiba registram a maioria dos casos. Chegamos a ter aqui crianças de 12 anos e já dependente do crack, que chegava a roubar para sustentar o vício", informou a conselheira Janaína Soares da Costa.





Da Redação com Hora Exata

Estudante recebe cocaína grátis ao comprar livro usado

Estudante recebe cocaína grátis ao comprar livro usadoQualquer estudante universitário que já tenha comprado um livro usado sabe que às vezes algumas surpresas estão no meio – geralmente rabiscos, desenhos, palavras. Mas no caso de uma estudante, seu livro veio com um saco de cocaína.

Sophia Stockton, universitária em Kansas, nos EUA, recentemente comprou um livro de um vendedor independente, usando o site da Amazon. O livro era para uma matéria sobre terrorismo, e tinha o título de “Entendendo o Terrorismo: Desafios, Perspectivas e Problemas”.

Quando começou a folear o livro, ela descobriu “um saco com um pó branco caindo no chão”. Stockton ficou com medo de ser anthrax e levou o conteúdo para a polícia, no dia seguinte.

“Eu disse a eles que um pó branco estava em meu livro sobre terrorismo, eles pegaram e testaram. Em seguida perguntarram ‘Você não pediu cocaína junto com o livro, pediu?’, e eu disse ‘Não!’”, a menina esclareceu.

Oficiais da polícia especulam que devia haver quase R$ 800 em cocaína.

De acordo com um site de notícias local, os policias iriam destruir a cocaína, mas nenhuma queixa do incidente foi levada para a Amazon ou outro departamento.

O livro de Stockton foi comprado pelo site, nas “Ofertas de Estoque”. Esse modo de comprar da Amazon oferece grandes descontos para livros usados, em boas condições, mas que não chegam a ser considerados “novos” pela empresa.

De acordo com o site, todos os itens são inspecionados antes de serem ofertados.

Os itens comprados de vendedores independentes da Amazon ainda assim estão sob a garantia do site. Por isso, Stockton poderia fazer uma reclamação de que o item comprado não era idêntico ao descrito. (Eu imagino, sinceramente, que a cocaína não estava listada no produto).

Ainda permanece o mistério de como tanta cocaína foi parar em um livro usado.

Se alguém encontrar um saco contendo um pó branco, em uma compra online, é básico dizer que não se deve esperar um dia inteiro para alertar as autoridades. Se no caso de Stockton o produto fosse mesmo anthrax, ajuda médica imediata seria essencial.




Da Redação com MSN

Preço do etanol não vai cair pelos próximos dois anos

Preço do etanol não vai cair pelos próximos dois anos“O preço do álcool hidratado (etanol), utilizado no abastecimento de veículos não sofrerá queda nos próximos dois anos”. A declaração é do diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única) Antônio de Pádua, e foi feita na última sexta-feira (20) à reportagem do Jornal da Paraíba durante visita ao Estado.

De acordo com o diretor-técnico, as medidas adotadas pelo governo, a exemplo da Medida Provisória que determinou a abertura pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de uma linha especial de crédito, batizada de Prorenova, no valor de R$ 4 bilhões, não é suficiente para garantir estoque que permita o pleno abastecimento do mercado interno.

Apesar de positiva por incentivar a produção de cana-de-açúcar, a medida é vista com desconfiança. “Não há nenhuma política de investimento na ampliação das áreas cultivadas ou mesmo na modernização das lavouras. Em contrapartida, o governo federal permanece investindo na produção e comercialização de carros flex e na importação de gasolina para manutenção de seu preço”, explicou Antônio de Pádua.

O diretor exemplificou que para que o Brasil possa produzir um volume adicional de etanol, da ordem de dois bilhões por ano, é necessário ampliar em 500 mil hectares a área plantada, de modo que o Prorenova deve vigorar por dois anos. Desde modo, a medida não garante a oferta do produto, nos primeiros anos de implantação do projeto.

“Acreditávamos que o governo reduziria substancialmente o preço do etanol este ano, mas a realidade é diferente. Isso desestimula os produtores e os fazem buscar alternativas para escoar a produção a um preço justo”, afirmou. O governo destinou em 2011, cerca de R$ 2,4 bilhões para a estocagem de etanol, mas o mercado americano decidiu não taxar o produto brasileiro e deixar de subsidiar a sua produção de etanol a partir do milho, o que torna esse investimento do BNDES pequeno, frente aos que os EUA se dispõem a pagar.

Os americanos foram os grandes compradores de etanol brasileiro em 2011, o que garantiu uma boa porcentagem de lucro para as usinas. No cenário nacional, o aumento de preços, ainda que para cobrir os custos é sempre limitado pelo preço da gasolina, que não se eleva há alguns anos. “As consequências dessa política são a abertura do mercado interno para a gasolina importada a um preço até R$ 0,30 por litro, mais caro que o combustível nacional e a disponibilidade de nosso produto, que é de excelente qualidade para outros países”, disse Antônio de Pádua.




Da Redação com Vanessa Furtado

Veja como foi a participação de Luíza no programa da Eliana; Assista!

Veja como foi a participação de Luíza no programa da Eliana; Assista!

Neste domingo, 29 de janeiro, a apresentadora Eliana recebeu uma das garotas mais comentadas do momento: Luiza, que ficou famosa nas redes sociais após seu pai, Gerardo Rabello, ter dito em uma propaganda que ela estava no Canadá.

Veja como foi a participação da jovem no programa:







Da Redação com maispb

Bandidos voltam a fazer barricadas para assaltar motoristas em Cabedelo-PB

Bandidos voltam a fazer barricadas para assaltar motoristas em Cabedelo-PBBandidos voltaram a fazer barricadas com o objetivo de assaltar motoristas que trafegavam pela BR-230, no município de Cabedelo-PB, região metropolitana de João Pessoa.

Por volta das 2 horas da madrugada desta segunda-feira (30) a polícia foi acionada por motorista que trafegavam pela BR-230. Eles denunciaram que tentaram entrar no Renascer, mas tiveram medo porque a via de acesso ao bairro estava interditada com pedras e pedaços de pau.

Suspeitando de que tratava de ‘barricadas’, feita pelos bandidos para assaltar, os motoristas decidiram não tentar passar pelo local e acionaram a polícia.

Uma viatura da 4ª Companhia, em Cabedelo, esteve na área e realizou investigações e buscas, mas ninguém foi preso.




Da Redação com Vinícius Henriques

Formol é usado ilegalmente em salões de beleza para alisar os cabelos

http://www.paraiba.com.br/static/images/noticias/normal/1325603032068-cabelos.jpgAs autoridades de saúde já alertaram: o conteúdo do frasco é extremamente perigoso.

Estamos falando do formol, substância química, de cheiro forte, e cuja venda é controlada.

Então por que as mulheres continuam usando o formol? E por que salões de beleza insistem em aplicar o produto, em doses excessivas, para alisar o cabelo?

As fotos tiradas ainda no hospital não deixam dúvida: o corpo da comerciante Mariluz de Souza reagiu com muita força a uma intoxicação. “Ela deu entrada na emergência do hospital. Ela estava com a face inchada e com feridas no couro cabeludo, perdendo parte do cabelo”, contou o alergista Juliano Coelho Philippi.

Ainda internada, Mariluz fez vários testes, como o de alergia. “Foram aplicadas 40 substâncias. Para Mariluz, uma substância deu resultado alérgico: formaldeído, o formol. Dá para se afirmar, com certeza, que a reação foi por conta do formol. Qual é a consequência mais grave que poderia ter acontecido com ela? Desde perda do couro cabeludo até eventualmente óbito poderia acontecer”, alerta o alergista Juliano Coelho Philippi.

“Eu lembro os flashes do momento que eu entrei no hospital, que caiu minha ficha que eu pensei: ‘Meu Deus, mais um que vai passar na televisão: Mulher morre ao fazer escova com o formol’”, comentou a comerciante Mariluz de Souza.

O formol começou a ser usado para alisar os cabelos há dez anos, nos salões de beleza do subúrbio do Rio de Janeiro. “Fui eu que inventei. De uns seis meses, um ano para cá, está todo mundo em cima tentando fazer e fazendo”, comentou um cabeleireiro à época da reportagem.

Esse tipo de alisamento, que ficou conhecido como escova progressiva, virou febre também entre as paulistanas e depois chegou ao país inteiro. Até que, em 2004, veio o alerta do Instituto Nacional de Câncer (Inca). “O formol foi classificado, desde 2004, como um agente reconhecidamente cancerígeno”, afirma Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o formol está relacionado ao aparecimento de tumores no nariz, na boca, na faringe, na laringe e na traqueia. Também pode atacar o fígado. O câncer pode levar anos para aparecer.

“Se as pessoas começaram a usar e a fazer esse procedimento nas mulheres a partir de 2000, lá para 2020 ou 2030 a gente pode ter uma mudança no perfil dessa doença no Brasil”, prevê Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca.

Por conta do uso em alisamentos, em 2009 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de formol puro no país todo. Mesmo assim, ele continuou sendo usado agora com outros nomes: escova inteligente, marroquina, egípcia, de chocolate etc.

Uma cabeleireira admite: “Quando o cliente pergunta se tem formol, a gente responde: ‘Não tem, é proibido, a gente não usa formol’. Mas na verdade tem formol, sim”.

Quando a comerciante Mariluz de Souza procurou um salão de beleza em Cuiabá para fazer um alisamento nos cabelos, ela deixou bem claro para cabeleireira. “Disse que eu não queria que fizesse escova com formol. Ela respondeu que a dela não continha formol”, afirma Mariluz.

Nós procuramos a profissional que atendeu a Mariluz. Ela disse ter aplicado um produto com pouquíssimo formol: 0,2%. Nessa quantidade, autorizada pela Anvisa, o formol atua apenas como conservante e não provoca riscos à saúde.

“Creme não alisa cabelo. Então, ele tem uma porcentagem pequena, de 0,2%, mas ele tem”, afirma a cabeleireira Cristiane Maldonado.

Atenção, mulheres: 0,2% de formol não alisa cabelo. Se a mistura alisar, é porque tem mais formol do que devia. As equipes do Fantástico foram às ruas comprar alguns dos produtos mais usados nesse tipo de alisamento.

Começamos em uma feira internacional de estética, em outubro passado, no Rio de Janeiro. “É a mais conhecida de todo o Rio de Janeiro”, comenta o vendedor. Ele diz que o produto tem só o formol liberado: “0,2%”.

Já em outro estande, a resposta é outra. “A empresa fala que é 2%. Então, eu passo que é 2%, mas eu acredito que seja mais”, conta a vendedora.

Os produtores do Fantástico foram também aos salões e compraram os alisantes direto dos cabeleireiros. Em Madureira, no subúrbio carioca, a cabeleireira separa o produto na hora. “Esse tem formol bem pouquinho. Não é aquilo que mata o povo”, diz.

Em um salão em Ipanema, a conversa dura poucos minutos na frente das clientes. “O produto está aqui dentro. Só que o produto que está aqui dentro não é o que está na embalagem”, revela um cabeleireiro.

Mas por que não vem na embalagem dele? “Porque esse é o produto que um químico faz. Isso normalmente se compra em fábrica. Eles são muito fracos. São muito fracos”, alega o cabeleireiro.

Nós trouxemos todos os produtos para serem analisados no instituto de química da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A metodologia usada é a mesma recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esse tipo de produto. A implantação do método e os testes levaram quatro meses, e os resultados são assustadores.

Vamos ver o resultado de um produto comprado pela produtora do Fantástico no próprio salão de beleza em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O resultado: 6,66%, mais de 30 vezes o valor permitido. Voltamos ao salão.

“A gente não trabalha mais. Todos os nossos produtos não têm nada de formol”, garantiu o cabeleireiro. “Mas você fazia até pouco tempo atrás”, pergunta a repórter. “Todo o Rio de Janeiro fazia”, responde o cabeleireiro. O Fantástico insiste. “Não vou falar mais nada. Já falei tudo”, diz o cabeleireiro.

O resultado do teste do alisante comprado no salão de Madureira. Pode matar, sim. O produto dela tem quase 18 vezes o permitido. “Eu não sabia. a gente compra de um fornecedor. Então, a gente não tem como ver se o negócio tem formol, se não tem formol”, alega a cabeleireira.

E o produto que deixou a Mariluz no hospital? Em Cuiabá, a equipe de reportagem do Fantástico pediu à cabeleireira que atendeu a comerciante uma amostra da mistura que foi usada. O resultado: 24 vezes o permitido.

“Isso aqui para mim também é uma surpresa, porque eu não tenho como analisar o produto. A gente usa o que é vendido”, justifica a cabeleireira Cristiane Maldonado.

Não é o que diz o que diz o Instituto Nacional de Câncer. “Todo cabeleireiro sabe que tem formol pelo cheiro”, afirma Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca.

O Fantástico viu o resultado dos outros produtos comprados na feira de cosméticos e em uma área de comércio popular do Rio de Janeiro. Das 11 marcas testadas, 7 tinham mais formol do que o permitido – até 24 vezes mais.

Em nota, o fabricante da escova Onyx “nega que tenha usado formol acima do permitido” e admite que “pode ter ocorrido algum problema de manipulação”. O laboratório responsável pelas marcas Eagle e Alfa Trat diz que os produtos testados não são dele – “são falsificados” e que vai “levar o caso à polícia”.

O laboratório que aparece na embalagem de Algo Mais diz que "não fabrica mais" o produto e que o seu nome "está sendo usado indevidamente". O fabricante citado no rótulo de Liss Perfect não atendeu a reportagem.

Em um primeiro contato, o representante da Vitalise disse que enviaria uma nota, mas não o fez e não atendeu mais as ligações dos nossos produtores. O Fantástico não encontrou o responsável pela marca Bottox. O CNPJ e o endereço informados no rótulo são incorretos.

Mas todos esses produtos com formol fora da lei trazem no rótulo uma autorização de funcionamento da Anvisa. Como pode isso?

“A lei diz que o estado e o município têm que fiscalizar. Quem está errando é o bandido, que está fazendo um produto em desacordo com a legislação sanitária, utilizando ingrediente proibido. O que eu tenho que fazer? Chamar a polícia para prender esse bandido”, afirma Josineire Sallum, gerente-geral de cosméticos da Anvisa.

A Anvisa também culpa as consumidoras. “Responsáveis por ainda ter o formol no mercado são as mulheres, que se utilizam desse procedimento e não deixam de utilizar”, acrescenta a gerente-geral de cosméticos da Anvisa.

Os resultados assustaram o médico Anthony Wong, especialista da Universidade de São Paulo (USP) em substâncias tóxicas. “É ilegal e extremamente perigoso. A pessoa que utilizá-lo profissionalmente ou está aplicando em uma pessoa que precisa fazer isso está causando sérios danos à saúde”, alerta.

Em concentração tóxica, o formol atinge o organismo de várias maneiras. Em contato com o couro cabeludo, ele provoca uma espécie de queimadura química. A pele fica irritada e, em resposta, o corpo aumenta a circulação de sangue naquela região.

O formol, também conhecido como formaldeído, penetra pela área ferida e cai diretamente na corrente sanguínea, se espalhando pelo corpo. Durante a aplicação nos cabelos, ele evapora e pode ser inalado por todos que estão no ambiente. A substância provoca irritação do nariz e da garganta. Em casos extremos, a pessoa pode ter uma laringite aguda e ficar sufocada.

Ao descer pelo organismo, causa ainda o fechamento da traqueia e dos brônquios, também dificultando a passagem de ar.

Em casos extremos, o formol pode levar ao colapso da circulação. Isso acontece quando há uma dilatação geral do organismo. O coração é afetado e há uma queda de pressão. A pessoa pode entrar em choque e morrer.

Uma cabeleireira trabalha na área há 15 anos. Diz que faz até dez escovas progressivas por dia e sente os efeitos no próprio corpo. “Saí de licença médica por causa do uso do formol umas quatro vezes”, contou.

Segundo ela, muitos produtos são manipulados no próprio salão de beleza. “O formol é colocado junto com outros, com creme, acrescenta mais algumas coisas de queratina, ampolas que não tenha cheiro, essas coisas todas”, diz a cabeleireira.

Isso é considerado crime hediondo, mas a procura pela escova gerou um mercado clandestino de venda de formol. Na internet, várias páginas oferecem a substância pura para ser usada em alisamentos.

“Às vezes alguns profissionais fazem o que a gente chama de batizar o produto. Eles pegam o creme hidratante de uma empresa tida como séria, adicionam o formol e aplicam nos cabelos”, comenta o cabeleireiro Alexandre Xavier.

Com uma troca de emails e um telefonema, o Fantástico negociou a compra de cinco litros. “E eu teria o material pronto para ser retirado quando?”, pergunta a repórter. “Imediatamente. É só estar ligando e confirmando o horário”, diz a negociadora.

Fomos a Belo Horizonte buscar a encomenda. “É proibido vender em farmácia. Antes era encontrado fácil. Aí como as pessoas estavam abusando em cabelo, eles proibiram a venda em farmácia. Eu trabalho com produto químico para limpeza, e o formol é usado para fazer o detergente. Aí é fácil. O pessoal está procurando demais. Tem muito cliente em salão. Vendo formol demais para progressiva”, revela a mulher. Depois da venda, ela ainda dá um aviso: “Só assim: se vocês forem abrir, tem que abrir em local aberto, porque o cheiro é muito forte”.

No Hospital Municipal Salgado Filho, na Zona Norte do Rio, a negociação com um maqueiro acontece do lado de fora. “O cara que está lá disse o seguinte: que ele arruma até um lá, mas depois ele não vai poder arrumar mais para a senhora. Ele vai quebrar seu galho, mas ele falou que vai querer R$ 70. Um litro. A senhora fica ali no poste que eu vou lá buscar. A senhora tem salão mesmo?”, pergunta o maqueiro. Minutos depois, outro maqueiro volta com a garrafa de formol.

Em uma funerária em Nilópolis, Baixada Fluminense, que usa o formol na preparação de cadáveres, o Fantástico comprou dois litros. “Esse daí algum salão já comprou e deu certo?”, pergunta a repórter. “Olha, eu já vendi. Inclusive eu já arrumei um desses para minha vizinha, que é cabeleireira. Ela já usou e ela nunca falou nada. Inclusive usou no cabelo da minha mulher”, diz o funcionário da funerária, que mostra uma foto. “Aqui o cabelo dela como ficou, da minha esposa, lisinho”, destaca.

Já na saída, o funcionário da funerária reconhece a ilegalidade do que acabou de fazer. “Deixa eu falar uma coisa para a senhora: isso aí fecha as nossas portas. Isso fecha as portas”, reconhece.

É o formol puro que vai parar na cabeça de mulheres como a bacharel Vanessa Magalhães da Silva. Ela começou a fazer a escova aos 17 anos e reaplicava o produto a cada três meses. “Sempre tive consciência de que poderia causar algum mal, mas continuei fazendo porque era bom, o cabelo ficava bom. Eu sabia, já sabia de tudo que podia causar, mas naquela altura do campeonato eu queria o cabelo liso. Então, se para ficar liso tinha que por o formol puro, que colocasse o formol puro”, afirma.

Em uma das aplicações, o desconforto foi grande demais. “A última vez, que foi quando eu me assustei de verdade, foi porque eu estava de máscara, com uma toalha, e ainda assim eu tive dificuldade de respirar. Então, eu tive que mandar parar de fazer para que eu pudesse respirar, tomar ar, ir para fora etc. Eu não conseguia respirar mesmo, me trancou inteira. Daí eu me assustei. Foi a última vez que eu fiz, nunca mais fiz”, conta Vanessa.

A bacharel parou com a escova progressiva há cinco anos, mas ainda convive com uma ferida no couro cabeludo. “No começo, ela chegava a sangrar, coçava muito, estava sempre vermelha. Foi melhorando. Eu tenho dificuldade com ela no verão, porque acho que sua mais na região. Como é na nuca, ela abre, coça e às vezes sangra”, revela.

A comerciante Mariluz de Souza, de Cuiabá, não teve sequelas. “Fiquei traumatizada com escova inteligente, progressiva, não sei que nome dar. Mas com formol nunca. Logo em seguida que você passa por uma situação de você quase ter morrido, o primeiro sentimento que vem é que graças a Deus que eu estou viva. Aquele sentimento de ‘Vou processar, vou fazer isso’ não vem na minha cabeça. Na minha cabeça, eu só estava agradecendo a Deus o tempo todo de eu estar viva”, comemora a comerciante.




Da Redação com G1

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CNJ constata que R$ 3,4 mi em bens desapareceram do TJ da Paraíba; Estado é o 1º nas irregularidadesUma investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) descobriu que em torno de R$ 6,4 milhões em bens doados pelo órgão a tribunais estaduais desapareceram, informa reportagem de Leandro Colon e Felipe Seligman, publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Relatório inédito do órgão, a que a Folha teve acesso, revela que as cortes regionais não sabem explicar onde foram parar 5.426 equipamentos, entre computadores, notebooks, impressoras e estabilizadores, entregues pelo CNJ para aumentar a eficiência do Judiciário.

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Os tribunais estaduais dizem que vão investigar o destino de bens desaparecidos.

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Da Redação com Folha

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