
O Presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraíba - Adepdel, Claudio Lameirão, disse que um delegado na Paraíba recebe o menor salário do País, que a categoria não vai radicalizar agora e aposta no diálogo com o Governo, esperando uma proposta para recuperação dos salários. Ele adiantou que esta marcada para o dia nove de fevereiro às 15 horas, uma reunião com o Secretário da Administração, Gilberto Carneiro, quando os dirigentes vão explicar a defasagem salarial dos delegados da Policia Civil, se comparado aos salários pagos em outros estados da região e do País.
Lameirão informou que a categoria vai participar da assembléia Geral unificada convocada para a próxima quarta-feira (dia 2) quando policiais civis, militares e agentes penitenciários vão decidir o que fazer se o Governo não melhorar os salários. Ele disse que compreende que o Estado esteja passando por dificuldades financeiras, respeita o posicionamento e as deliberações que sejam tomadas pelas demais categorias, mas no momento os “delegados estão defendendo o diálogo. Quando não houve mais condições e conversar a nossa posição poderá ser outra”.
O presidente da Adepdel contou que a realidade salarial da Paraíba esta muito abaixo do que outros estados pagam a um delegado de polícia. Ele disse em Alagoas, um dos estados mais pobres do País, o salário de um delegado em inicio de carreira hoje é de 14 mil e 900 reais. No Rio Grande do Norte e no Ceará fica em torno de dez mil, no Rio de Janeiro o salário é de 16 mil além de outras vantagens e na Paraíba um delegado recebe seis mil e 200 reais.
Para citar um exemplo dos salários pagos em outros estados, Lameirão disse que foi nomeado em 2004, numa turma de 408 delegados e somente cerca de 120 continuam trabalhando na Paraíba, os demais passaram em concursos em outros estados para outras funções e até para delegado, mas com um salário bem melhor. Ele acrescentou que hoje são cerca de 297 delegados para todo o estado, quando somente a Capital precisa de pelo menos 100 delegados e o Estado mais 500 para as delegacias funcionarem conforme s necessidades do setor de segurança pública.
Por fim, disse que eles querem melhores salários e uma melhor infra estrutura para poder trabalhar, manifestado a esperança que a reunião do próximo dia nove represente um avanço no diálogo com o Governo.
Da Redação com Jonas Batista